


| Análise das Exportações | |
| Exportações de MT MAIO 2010 |
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Mato Grosso encerrou 2008 com resultados positivos na balança comercial, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (20), pela Federação das Indústrias do Estado (Fiemt). "Foi um ano espetacular não só para a indústria, como para a economia estadual como um todo", avaliou o presidente do Sistema Fiemt, Mauro Mendes. Em 2008, Mato Grosso registrou superávit de US$ 6,53 bilhões, valor 49% maior do que em 2007, contrapondo com a queda de 38% do saldo comercial do Brasil, de US$ 24,74 bilhões no mesmo período. "Tal número mostra nossa expressiva contribuição de 26% para o superávit nacional", afirma Mendes.
As exportações estaduais somaram US$ 7,81 bilhões, valor 52% superior ao apresentado em 2007, quando Mato Grosso fechou o ano no montante de US$ 5,13 bilhões. As vendas externas no mês de dezembro de 2008, no valor de US$ 502,53 milhões, são 29% maiores do que os US$ 387,57 milhões do mesmo mês de 2007. O Estado continua ocupando a 10ª posição no ranking nacional dos maiores exportadores e mantém sua participação nas vendas externas do país em 4%, sendo responsável por 55% das exportações da região Centro-Oeste.
De acordo com análise do presidente do Sistema Fiemt, em 2009, Mato Grosso poderá chegar à sexta colocação no ranking dos exportadores brasileiros. "Isso porque os minérios são predominantes nas pautas de exportações dos Estados da Bahia, Espírito Santo e Pará e tiveram brusca queda de comercialização por conta de crise mundial". Mendes complementa que a dificuldade de alguns Estados poderá impactar positivamente nas exportações de Mato Grosso. "Trata-se de transformar o cenário atual em oportunidade, já que o mundo não deixará de consumir alimentos e Mato Grosso é um dos principais fornecedores de commodities agrícolas".
O secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, citou o crescimento industrial como impulsionador da economia estadual. "Em 2009, unidades de beneficiamento de soja e outras plantas fabris entram em operação. Tal fato possibilitará que nossas exportações mantenham-se em ritmo evolutivo". Nadaf mencionou as plantas da Sadia, no município de Lucas do Rio Verde, da Perdigão, em Nova Marilândia, e outras indústrias em Campo Verde e Primavera do Leste, como exemplo de indústrias que iniciam processo de produção em 2009.
As importações acumularam US$ 1,28 bilhão, montante 69,5% que o registrado em 2007. "O valor do dólar contribuiu para este incremento nas importações, que são tão importantes quanto as exportações, pois significa que o parque fabril de Mato Grosso está se equipando, a fim de atender à demanda industrial", avalia o presidente da Fiemt. Continuam prevalecendo na pauta as compras de insumos agropecuários e outros bens intermediários, complementados por bens de capital, especialmente máquinas e equipamentos (8% das importações).
De acordo com o secretário da Sicme, a economia de Mato Grosso apresentou crescimento de 13% em 2008, em relação a 2007, número que confirma a expectativa positiva do empresariado para 2009. "Em todo o ano passado eu falei que Mato Grosso apresentaria índice de crescimento superior ao da China e tal fato se concretizou. Portanto, mesmo com a crise mundial - que pode diminuir a porcentagem de evolução, mas não anulá-la - o setor industrial do Estado projeta mais resultados positivos", avalia o presidente do Sistema Fiemt, Mauro Mendes. E complementa: "existe muito mais crise no ‘mundo' financeiro do que na economia real, por isso afirmo que boa parte da empresas também fechará balanço anual com bons números".
SOJA - As exportações de soja-grão e derivados totalizaram US$ 5,49 bilhões, registrando aumento de 88,6% em relação a 2007. Respondem por 70% do valor das exportações estaduais. O valor exportado de soja-grão, de US$ 3,75 bilhões, contra US$ 1,89 bilhão em 2007, foi praticamente o dobro, embora com aumento de apenas 27% na quantidade física exportada, em função da forte elevação de 56% no preço externo do produto.
O farelo e o óleo de soja registraram aumentos de 69% e 74% no faturamento, respectivamente, mesmo com aumentos de apenas 14% e 13,5% no quantum exportado, também devido aos aumentos de 48% e 53% nas cotações internacionais. Mato Grosso contribuiu com 35% do volume físico exportado de soja-grão do país, 28% do farelo de soja, 19% de óleo de soja e com 41% de glicerina.
CARNES - A carne bovina lidera em valor e em volume exportado, atingindo US$ 698,01 milhões de faturamento e ‘quantum físico' de 185,19 mil toneladas, com incremento de 11,3% em valor, mesmo com a queda de 18,9% em volume exportado, dado o aumento de 37% na cotação internacional do produto. Mato Grosso contribuiu com 13,4% do volume exportado pelo país. As vendas externas de carnes de aves registraram aumentos ainda mais expressivos, de 70% no faturamento e 21% no volume físico, por conta do aumento de preço de 40%, em relação a 2007.
A carne suína teve redução de 51% no volume físico comercializado, o que resultou na queda de 29,6% no faturamento, mesmo com o aumento de 45% no preço internacional do produto. "É importante ressaltar que tais números referem-se ao balanço anual, ou seja, foram bastante influenciados pelos embargos ocorridos durante o ano", pontua Mendes. O Estado manteve o registro das exportações de outros tipos de carnes - especialmente de pescados. "Entrou em operação, em Sorriso, um frigorífico com capacidade de 360 toneladas mensais, que deve vender parte dessa produção no mercado internacional, brevemente", complementa.
MADEIRA - O setor continuou tendo dificuldades, em 2008, com queda no faturamento e com reduções bem mais expressivas nos volumes embarcados, mesmo com os aumentos dos preços internacionais. A madeira bruta foi exceção, pois o produto tem contribuição residual no valor total exportado por Mato Grosso e representou 93% do volume total exportado pelo país. Nos volumes embarcados de madeira serrada e madeira perfilada/compensada, ao contrário, Mato Grosso contribuiu para as vendas externas do país com apenas 9,7% e 4,3% respectivamente.
MILHO, ALGODÃO, COURO E MINERAIS - Nesse grupo de produtos, o milho continua liderando em dólares (US$ 573,34 milhões), mesmo apresentando queda de 23,2% no volume exportado. O Estado representou, em 2008, expressivos 44% do volume físico exportado pelo país. As vendas externas de algodão tiveram acréscimo de 48% em valor e de 43,6% em quantidade exportada, em relação a 2007, mesmo com apenas 3,3% de aumento nos preços internacionais. Mato Grosso contribuiu com 60,8% das exportações físicas de algodão do país.
No caso do couro, houve redução de 13,7% no faturamento, por conta da queda de 17,7% no preço internacional do produto, mesmo com pequeno aumento de 4,8% no volume físico exportado. Em 2008, as vendas externas do produto mato-grossense representaram apenas 6,4% das exportações nacionais. Tal quadro poderá reverter-se em 2009 com a maxidesvalorização do real pós-crise, superando o problema cambial tão reclamado pelo setor.
DESTINOS - A União Européia e a Ásia continuam sendo os principais destinos das exportações mato-grossenses e respondem por 42% e 35% do total apresentado pelo Estado, respectivamente. A China, com 19,7% individualmente, continua liderando o ranking, seguida da Holanda e da Espanha, com 15% e 9%. Nas importações, os principais fornecedores externos foram, pela ordem, a Rússia e a Belarus com 30,5%, o Canadá com 12,1%, os Estados Unidos com 7,6% e a China e Israel com 6% cada, seguidos de diversos outros com menores participações.
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